A persistência da violência contra a mulher na sociedade

novembro 07, 2015

A Specialità Lingerie criou a campanha COMIGO NÃO, que busca conscientizar e alertar não somente as mulheres, mas toda a sociedade, para que tenhamos uma mudança na cultura desigual que hoje reflete em estatísticas alarmantes sobre a condição da mulher.

Durante alguns meses a Specialità Lingerie irá divulgar o tema em redes sociais, provocar debates, criar novas reflexões, orientar e compartilhar casos e fatos que serão um ponto de apoio aos movimentos que promovem a segurança dessas mulheres, vítimas de abuso ou violência.

A campanha da Specialità Lingerie também prestará apoio às casas de abrigo que recebem e acolhem mulheres em situações de risco eminente.


O Título desta postagem foi a proposta da redação do Enem de 2015. O tema da redação do Enem e uma questão sobre a teórica fundadora do feminismo da Simone de Beauvoir(a questão que dialoga muito com as discussões sobre a luta pelo direito das mulheres e as questões de gênero na sociedade brasileira) geraram muitas polêmicas e discussões muitos falavam da importância do assunto proposto mas tinha aqueles que faziam críticas citando um suposto feminismo dos organizadores, mas só tinha  um posicionamento que era contra à violência.
"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino" - citação da filosofa e escritora francesa Simone de Beauvoir em uma das questões da Exame.
Quando se fala em violência contra a mulher a primeira coisa que muitos pensam é na violência física ou violência sexual mas existem outros tipos de violência que muitas vezes são passadas despercebidas como a violência psicológica, violência moral, violência patrimonial, Cárcere privado e Tráficos de pessoas.

Pela Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. Não são só os homens que podem ser enquadrados como agressores de mulheres pela Lei que nasceu para proteger mulheres contra a violência, mulheres também foram detidas por agredirem pessoas que convivem no mesmo ambiente familiar ou que agrediram mulheres que mantenham uma relação homoafetiva.

Com base na Lei Maria da Penha, mais de 300 mil processos foram instaurados apenas nos juizados e varas especializados. Através do serviço telefônico(Ligue 180) da Secretaria de Políticas para as mulheres foram feitos 237 mil relatos de violência e sete de cada dez vitimas que telefonaram afirmaram ter sido agredidas pelos companheiros.

É muito importante compreender que a denúncia dos abusos aos órgãos responsáveis é o primeiro passo para esta mudança. Discando 180 você tem um canal direto junto aos centros de apoio à mulher e mantem sua identidade anônima. 

É preciso entender sobre as situações que acontecem com tantas mulheres e, se algum dia qualquer coisa parecida acontecer com você, tenha forças para não aceitar, para não se subjugar ou submeter a algo que você não quer! Muita coisa ruim já aconteceu para que fiquemos caladas sem dizer “comigo não!” em situações de abuso ou falta de respeito.

Está na hora de dar um basta nisso! Precisamos ser respeitadas e toda a sociedade precisa abraçar esta causa, entender a seriedade do assunto e mudar essa cultura de desvalorização da mulher.
No trabalho, mulheres ainda ganham menos do que homens para exercer as mesmas funções. 
Vem diminuindo a diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho.O salário das mulheres tem subindo( em alguns cargos) ano a ano mais do que o dos homens, mas ainda há diferença na remuneração quando eles ocupam a mesma função os Salário das mulheres ainda é 30% menor que o dos homens. Mulheres estão conquistando cargos de diretoria, presidências e chefias em cargos de alta liderança em alguns casos a média chega a ser menor que 4%, porém o salário delas na mesma função ainda é menor(30%).
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Quem não lembra no Oscar de 2015 a atriz Patricia Arquette, ganhadora do Oscar de "Melhor Atriz Coadjuvante" por Boyhood, fez um discurso pedindo a equiparação de direitos e de salários entre mulheres e homens.


O discurso arrancou aplausos entusiasmados de celebridades como Meryl Streep e Jennifer Lopez e veio no momento em que Hollywood debate a representatividade feminina nas premiações e a diferença entre o que ganham atores e atrizes.

A controvérsia ganhou mais fôlego no final do ano passado, após o vazamento de e-mails de altos executivos do estúdio da SONY, que revelaram que as atrizes Jennifer Lawrence e Amy Adams – ambas ganhadoras de Oscars – receberam uma porcentagem menor da bilheteria do filme Trapaça do que seus colegas do sexo masculino.
"[Dedico] a toda mulher que já deu à luz, todo cidadão que paga impostos, nós lutamos pelos direitos de todo mundo. É nossa vez de ter salários igualitários para todos e direitos iguais para as mulheres nos Estados Unidos", bradou a atriz, com um pedaço de papel na mão.
O tema da equiparação de salários tem conquistado terreno em diversos países, encampado por instituições supranacionais como a Organização Internacional do Trabalho e o Fundo Monetário Internacional.
As mulheres ganham menos do que os homens isso é uma verdade universal. A igualdade só existe no Papel.

Somente no dia que uma mulher não precisar mais temer andar sozinha nas ruas à noite, por exemplo, ou quando uma mulher tiver liberdade o bastante para entrar em uma festa, no metrô, em um evento qualquer, com a roupa que quiser e, de forma alguma, sem ser julgada, abusada ou minimizada teremos conquistado nosso lugar de direito na sociedade. Reconhecidas, respeitadas e, principalmente, em pé de igualdade com os homens.
·     A roupa que uma mulher usa, a maneira como ela se comporta em alguma situação ou até mesmo os lugares que ela frequenta, não são razões que justificam qualquer mal feito a ela por outra pessoa.
Vamos ter certeza de que a mulher é valorizada da maneira que merece quando todas nós não precisarmos mais chorar, caladas nossas cicatrizes – físicas ou não – causadas por homens que nunca nos deram o devido respeito e valor. E se nesse caso falar em primeira pessoa pode soar um pouco estranho, você pode ter certeza que existe alguma mulher muito perto que vive ou viveu casos de abuso ou agressão que ela jamais vai esquecer – e talvez nunca vá te contar, também!

Teremos essa certeza quando, de forma geral entre as mulheres, o homem deixar de ser visto como uma figura ameaçadora. Ainda há muito caminho pela frente! E o apoio de cada uma de nós é mais do que essencial. 

Mudar nossa mentalidade para entender o quanto esse tipo de coisa é séria também é importantíssimo. A mulher precisa se ver da maneira como ela realmente é: merecedora de mérito por suas conquistas, respeito por parte da sociedade e proteção por parte do Estado. 

A Specialità Lingerie, criadora da campanha COMIGO NÃO, e todos os blogs parceiros que estão abraçando esta ideia de proteção e valorização à mulher, acreditam que o respeito seja a grande arma de enfrentamento a este tipo de violência. 

Foi assim que nasceu a ideia da campanha #COMIGONÃO, que tem como objetivo mostrar às mulheres o seu poder, sua beleza, seu grande valor perante a sociedade e, principalmente, a sua capacidade de mudar os caminhos de sua vida, quebrar as correntes da opressão e se libertar para uma nova realidade. 
O grito de guerra dessas mulheres é esse: Comigo Não!
Comigo não, porque a vida de uma mulher, seu corpo e seu destino, não pertencem a ninguém a não ser ela mesma. Comigo não, porque nenhuma mulher merece sofrer maus tratos de homem algum. Comigo não, porque é necessário força e coragem para vencer o medo e transformar uma realidade assustadora em algo que fique para sempre no passado. Apoie esta causa! Conheça a campanha #COMIGONÃO.

Sobre a campanha e sobre quem a apoia: www.specialitalingerie.com.br/comigonao. Página do Facebook da campanha #COMIGONÃO: https://www.facebook.com/comigonao.

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